Quem São Eles e De Onde Vieram? As 10 Raças de Cães Mais Populares no Brasil

1. Pomerânia (Spitz Alemão Anão)

  • Origem: Região da Pomerânia (fronteira entre a Alemanha e a Polônia). Descende de cães nórdicos puxadores de trenó da Islândia e da Lapônia.

  • Como chegou ao Brasil: A raça começou a ganhar o mundo graças à Rainha Vitória do Reino Unido, que se apaixonou por eles no século XIX. No Brasil, sua popularidade explodiu nas últimas décadas com a verticalização das cidades (boom de apartamentos) e o desejo por cães “de bolsa”. Os primeiros exemplares chegaram via importações de criadores da elite na segunda metade do século XX.

  • Curiosidade: Antigamente, eles pesavam até 13 kg! Foi a seleção genética incentivada pela realeza europeia que miniaturizou o Spitz até ele virar o mini “Lulu” que conhecemos hoje.

2. Rottweiler

  • Origem: Alemanha (região de Rottweil). Seus ancestrais eram cães molossos usados pelas legiões romanas para guiar e proteger o gado.

  • Como chegou ao Brasil: O primeiro registro oficial da raça em solo brasileiro foi em 1967, trazido da Alemanha por Dimiter Petroff. O primeiro canil oficial (Alcobaça) nasceu no Rio de Janeiro em 1972. Nos anos 90, a raça teve um “boom” gigantesco no país devido à busca por cães de guarda imponentes e eficazes

Curiosidade: O Rottweiler quase foi extinto no século XIX com a chegada das ferrovias, pois os trens substituíram a necessidade de cães para guiar o gado. A raça foi salva ao ser adotada como uma das primeiras raças oficiais de cães policiais no início do século XX.

3. Golden Retriever

  • Origem: Escócia (meados do século XIX). Desenvolvido pelo nobre Lord Tweedmouth para ser o cão de caça ideal para buscar aves na água e na terra.

  • Como chegou ao Brasil: Chegou por aqui discretamente na década de 1970 e 1980 através de entusiastas da caça e cinófilos. Porém, seu temperamento extremamente dócil e “da paz” fez com que ele virasse o cão de família perfeito nos anos 2000, impulsionado também por aparições marcantes em novelas e filmes.

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Curiosidade: O “sorriso” característico do Golden não é impressão sua. Eles têm uma conformação facial e labial que, combinada ao temperamento relaxado, simula uma expressão de felicidade humana. Além disso, possuem membranas interdigitais nas patas (como nadadeiras) que os tornam nadadores natos.

4. Bulldog Francês

  • Origem: Apesar do nome, suas raízes estão na Inglaterra (ramificações do Bulldog Inglês antigo). Foram levados por artesãs inglesas para a França durante a Revolução Industrial, onde foram cruzados com cães locais e ganharam fama.

  • Como chegou ao Brasil: Entrou no país fortemente nos anos 2000 como o “cão da moda” urbano. Por não latirem muito e se adaptarem a espaços pequenos, tornaram-se os queridinhos das capitais brasileiras, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

  • Curiosidade: Suas famosas “orelhas de morcego” eram criticadas pelos criadores ingleses primitivos. Foram os americanos e franceses que insistiram em padronizar a raça com essas orelhas erguidas, o que salvou o visual icônico do “Frenchie”.

5. Border Collie

  • Origem: Região de fronteira (Borders) entre a Escócia e a Inglaterra, selecionado puramente por sua capacidade de trabalho e pastoreio.

  • Como chegou ao Brasil: Chegou com força no Rio Grande do Sul e em regiões de forte atividade agropecuária no século XX para o manejo de ovinos e bovinos. Mais tarde, conquistou as áreas urbanas do Brasil devido às competições de Agility e à fama de sua inteligência.

  • Curiosidade: É considerado o cão mais inteligente do mundo de acordo com o ranking de Stanley Coren. Eles possuem o famoso “olhar hipnótico” (The Eye), uma técnica de encarar o gado intensamente para controlá-lo sem precisar latir ou morder.

6. Shih Tzu

  • Origem: Líbito/Tibet e China. Era o cão sagrado da realeza chinesa (Dinastia Ming) e vivia trancado nos palácios imperiais.

  • Como chegou ao Brasil: Quase foram extintos durante a Revolução Chinesa, mas alguns exemplares foram salvos por diplomatas britânicos. Chegaram ao Brasil no final do século XX e viraram uma verdadeira febre nacional pela pelagem exuberante e temperamento extremamente calmo e independente, ideal para a rotina corrida dos brasileiros.

  • Curiosidade: O nome Shih Tzu significa literalmente “Cão Leão”. Diz a lenda budista que Buda viajava com um pequeno cão que conseguia se transformar em um leão de verdade para protegê-lo de perigos.

7. Chihuahua

  • Origem: México (Estado de Chihuahua). Descendente do Techichi, um cão ancestral cultuado pela civilização Tolteca e, posteriormente, pelos Astecas.

  • Como chegou ao Brasil: Ganhou popularidade no Brasil carona na cultura pop americana dos anos 90 e 2000 (quem não se lembra do filme Legalmente Loira?). A variedade de pelo longo — curiosamente a mais amada pelos brasileiros — consolidou-se como excelente companhia para idosos e moradores de pequenos apartamentos.

  • Curiosidade: Eles nascem com uma “moleira” na cabeça (chamada de molera), igualzinha à dos bebês humanos. Em muitos Chihuahuas, essa abertura no crânio nunca se fecha completamente ao longo da vida.

8. Pastor Belga Malinois

  • Origem: Bélgica (cidade de Malines). Desenvolvido originalmente como cão de pastoreio rústico e resistente.

  • Como chegou ao Brasil: Inicialmente importado para atuar nas forças de segurança (Polícia Militar, Exército e Corpo de Bombeiros) devido ao seu faro e agilidade impressionantes. Nos últimos anos, caiu no gosto do público civil brasileiro que busca um cão de proteção ativo ou para a prática de esportes radicais caninos.

  • Curiosidade: O Malinois é carinhosamente chamado pelas forças especiais de “Maligator” (uma mistura de Malinois com Alligator – jacaré) devido à velocidade, precisão e força de sua mordida durante os treinos de intervenção.

9. Spitz Alemão Pequeno

  • Origem: Alemanha. Compartilha a mesma árvore genealógica do Pomerânia, mudando apenas a faixa de tamanho e peso.

  • Como chegou ao Brasil: Seguiu o rastro de sucesso do seu irmão anão. Muitos tutores brasileiros que buscavam um Spitz, mas queriam um cão um pouco mais robusto para interagir com crianças ou quintais, optaram pela variação “Pequena” (que pesa entre 5 kg e 10 kg).

  • Curiosidade: Embora pareçam bichos de pelúcia modernos, eles mantêm traços anatômicos muito primitivos idênticos aos dos lobos antigos, como o subpelo duplo isolante térmico e orelhas pequenas para evitar o congelamento nas estepes europeias.

10. Yorkshire Terrier

  • Origem: Condado de Yorkshire, na Inglaterra (século XIX). Foi criado por trabalhadores de fábricas de tecidos e mineiros de carvão para caçar ratos nos túneis e fendas.

  • Como chegou ao Brasil: Desembarcou no país como símbolo de status e luxo nas décadas de 1980 e 1990. Rapidamente se espalhou por todas as classes sociais brasileiras graças ao seu tamanho portátil, valentia incomparável e ao fato de não soltarem pelos pela casa (são hipoalergênicos).

  • Curiosidade: O pelo do Yorkshire tem uma estrutura celular idêntica à do cabelo humano! Ele não para de crescer (não tem ciclo de queda tradicional como a maioria dos cães) e exige escovação constante para não embaraçar.

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